Quem acompanha a carreira de Shawn Levy já percebeu um padrão. Ele gosta de histórias grandes, mas nunca perde o foco nas pessoas que vivem dentro delas. E, segundo o próprio diretor, é exatamente isso que ele quer levar para Star Wars: Starfighter, novo longa da franquia que já começa a chamar atenção pelos bastidores.
Em entrevista recente, Levy deixou claro que a principal inspiração vem de Stranger Things, série da Netflix da qual ele foi produtor executivo e diretor em vários episódios. A ideia, segundo ele, é simples de explicar — e difícil de executar: fazer algo épico sem esquecer o lado humano.
Levy comentou que trabalhar em Stranger Things o ensinou a não se deixar paralisar pelo peso de uma grande franquia. Quando a expectativa fica grande demais, disse ele, é fácil perder o rumo. O antídoto, na visão do diretor, é manter a história ancorada em personagens, relações e temas claros. O espetáculo vem depois. Ou melhor, vem junto, mas não atropela o resto.
Esse discurso soa especialmente relevante para Star Wars, uma saga que vive sob cobrança constante dos fãs. Levy reconhece que Starfighter terá escala, aventura e impacto visual como ele nunca fez antes na carreira. Ainda assim, promete que o coração do filme estará em uma história menor, mais próxima, quase íntima. Algo que faça o público se importar antes de se impressionar.
A comparação com Stranger Things, claro, não vem sem ressalvas. O final da série dividiu opiniões, especialmente em relação ao destino de alguns personagens centrais. Parte do público sentiu que, conforme a série crescia em tamanho e ambição, certos momentos mais pessoais acabaram ficando em segundo plano. Levy parece consciente dessa crítica e afirma que seu objetivo é justamente evitar esse desequilíbrio.
Mesmo faltando bastante tempo para a estreia — marcada para 28 de maio de 2027 —, o filme já concluiu suas filmagens. O elenco reúne nomes de peso, como Ryan Gosling, Matt Smith, Mia Goth, Aaron Pierre e Amy Adams, além de um personagem jovem que, segundo o diretor, terá papel central na trama.
Esse detalhe também aproxima Starfighter de Stranger Things. Assim como a série equilibrava crianças e adultos vivendo a mesma ameaça sob perspectivas diferentes, o novo Star Wars deve trabalhar essa dinâmica para alcançar públicos variados, sem perder identidade.
Os detalhes da história seguem guardados a sete chaves. Mas, se Levy cumprir o que promete, Starfighter pode representar algo que muitos fãs pedem há tempos: um Star Wars grandioso, sim, mas que nunca esquece de olhar nos olhos de quem está vivendo aquela aventura.

