A LEGO resolveu começar 2026 mexendo em um vespeiro que ninguém esperava. Durante a CES, a empresa revelou o Smart Brick, uma nova tecnologia que promete mudar a forma como os blocos interagem entre si — e, como não poderia ser diferente, Star Wars foi escolhida para liderar essa estreia. Bonito no papel, impressionante ao vivo… mas já cercado de dúvidas entre colecionadores mais antigos.
A real é simples: a ideia é boa. A execução, pelo menos por enquanto, ainda gera debate.
O que é o Smart Brick, afinal?

O Smart Brick é, visualmente, um tijolo LEGO 2×4 comum. A diferença está por dentro. Ele vem equipado com micro sensores capazes de reconhecer onde foi encaixado, reagindo com luzes, sons e efeitos específicos, dependendo da construção.
Esse sistema funciona em conjunto com dois novos elementos:
– Smart Tags, que ativam interações no cenário
– Smart Minifigures, que destravam respostas sonoras e visuais quando posicionadas corretamente
Tudo isso foi pensado como um pacote integrado. E sim, Star Wars é o laboratório dessa experiência.
Star Wars puxa a fila em março
A LEGO confirmou que três novos sets chegam em 1º de março de 2026, todos usando o Smart Brick desde o primeiro contato. São eles:
– Luke’s Red Five X-Wing (75423) – 584 peças, US$ 99,99
Um X-Wing compacto, com Luke e Leia como minifiguras inteligentes, base imperial e múltiplas interações sonoras.
– Darth Vader’s TIE Fighter (75421) – 473 peças, US$ 69,99
O TIE Advanced do Vader vem acompanhado de posto imperial e recursos interativos ativados por Smart Brick.
– Throne Room Duel & A-Wing (75427) – 962 peças, US$ 159,99
O mais ambicioso do trio. Recria o duelo de O Retorno de Jedi, inclui dois Smart Bricks, trilha da Marcha Imperial, sons de sabres e motor do A-Wing.
Durante o evento, a LEGO ainda deu pistas de que Millennium Falcon, Cantina de Mos Eisley e AT-ST também ganharão versões compatíveis com o novo sistema.
Legal? Sim. Polêmico? Também.
Não dá pra negar: o Smart Brick é uma evolução clara do que a LEGO testou com Super Mario lá em 2020. Só que existe um detalhe incômodo que ninguém ignora — preço alto com menos peças.
O novo X-Wing custa o mesmo que modelos antigos, mas é visivelmente menor. Para quem coleciona, isso soa como um alerta. A sensação é que parte do valor está migrando do plástico para a tecnologia embarcada.
E aí entra o dilema:
isso foi feito pra quem monta com calma na estante… ou pra quem brinca no chão da sala?
Então, vale a pena?
Depende de quem você é. Para crianças e novos fãs, a experiência interativa pode ser um salto enorme. Para colecionadores de longa data, o Smart Brick ainda parece algo que precisa provar seu valor com o tempo.
Por enquanto, uma coisa é certa: a LEGO decidiu experimentar. E quando a empresa faz isso com Star Wars, o impacto costuma ser grande — pro bem ou pro mal.
Os novos sets chegam em março e devem entrar em pré venda nos próximos dias. A conversa, essa sim, já começou.

